sábado, 19 de outubro de 2013

Psicologia para os filhos

Adolescente rebelde : Como educar


O filho quer aumento de mesada o que fazer?

Psicólogo: A mesada serve para que as crianças aprendam a dar valor ao dinheiro. Mas antes uma pergunta: qual o valor que você dá ao dinheiro, como o encara?
Claro, importante que a mesada seja proporcional ao padrão de vida que leva, aos preços exercidos nos locais que a criança frequenta. Entretanto, nem sempre é possível ceder a mesma quantia mensalmente ou arcar com os reajustes implorados pelos filhos. O quê fazer? Converse sobre a situação financeira atual; faça com que entenda que suas principais necessidades estão sendo pagas; etc.

Começaram os pedidos para dormir na casa da amiguinha, como reagir?

Psicólogo: Talvez seja um dos primeiros momentos em que os pais se deem conta que não são “donos” dos filhos. Mesmo que mil preocupações venham à tona, importante que a criança tenha esse espaço para contato com outras coisas, novos ambientes, novos lugares e pessoas. Aos pais, sempre importante averiguar os detalhes de segurança, conversar com os pais da “amiguinha” e aquelas coisas tantas... E deixar com que a criança/adolescente vá descobrindo, vá vivendo.

O adolescente está discutindo cada vez mais, respondendo os pais e não respeitando as regras, o que fazer?

Psicólogo: Dê espaço para que o adolescente exponha e reflita sobre sua própria rebeldia. Em alguns casos, pode ser um bom momento para buscar ajuda psicológica.
Em situações mais descontroladas, imponha alguns limites, esclarecendo ao adolescente que respeito, em qualquer relação, é fundamental.

Como impor horário aos filhos, quanto às saídas e chegadas de passeios, festinhas, entre outras atividades?

Psicólogo: Por mais questionáveis que possam ser, regras existem em todas as famílias. Para que esses limites não sejam ultrapassados, é importante dar espaço ao adolescente – para que se expresse – e pedir espaço para suas expressões: mais do que impor, é importante explicar.

O filho está indo mal na escola, como transformar esta situação?

Psicólogo: Nem sempre ir mal na escola diz respeito à vagabundagem. Mas para ter certeza do que está havendo, converse com o filho e tente descobrir o que está ocorrendo, visto que uma conversa pode esclarecer muita coisa. Caso não esclareça, se aproxime de seu filho, se mostre disponível a ouvi-lo, vá tecendo novos pensamentos com o filho, mostrando novas situações, até resolver a situação.

Os amigos do adolescente são de má índole, como agir?

Psicólogo: Apenas julgar e proibir não adianta. Tente fazê-lo enxergar, por A mais B, que essas pessoas são más companhias.

A adolescente quer namorar, qual é a melhor hora para deixa-la iniciar um relacionamento?

Psicólogo: Não há melhor momento para permitir que o filho namore, vale apenas o bom senso. E diante disso, importante pensar em como os pais encaram a questão da sexualidade.

Os filhos só pedem produtos de marca e caros, como fazer para eles entenderem que não posso comprar?

Psicólogo: Inicialmente: com uma educação que não relacione felicidade/status/realização com consumo de coisas caras e de grife. Depois: quando não for possível comprar algo querido pelos filhos, abra o jogo, pois é uma ótima oportunidade para falar sobre valores, necessidade de consumo, etc.

A criança sempre faz birra quando não compram algo que ela não quer, o que fazer?

Psicólogo: Deixe-a fazer birra. Talvez a criança tenha percebido que fazendo birra, te convença a ceder e fazer as vontades dela. Mas vale a pena ponderar e pensar em cada situação separadamente.

Filhos que mentem


1 – O que fazer com filhos que mentem?

Psicologo: As  crianças aprendem a se comportar no contexto do lar, escola, no seu relacionamento com outras pessoas. Crianças em torno  dos 4/5 anos de idade tendem a confundir   realidade com fantasia. Os pais devem buscar diferenciar esse comportamento. Lembrando que crianças mais velhas podem usar a mentira para fugir de responsabilidades, castigos ou culpa.
A atitude dos pais deve ser sempre a de enfatizar  a importância de ser dita a verdade, inclusive com exemplos pessoais. E que a mentira pode trazer prejuízos para a própria criança ou terceiros. Incluindo a desconfiança que  pode ser gerada em relação à criança que mente de forma contumaz.
Contudo se a mentira se tornar um comportamento usual deve ser buscada a ajuda de um profissional para uma avaliação psicológica.

2 – A mentira, na sua opinião, seria um desvio de caráter ou um outro problema grave ou perigoso que poderia progredir para outros caminhos no futuro? Por que?

Psicologo: A mentira pode se constituir num desvio de caráter e atingir níveis patológicos. Essa avaliação, se necessário, deve ser feita por um psicoterapeuta. Importante constatar o meio em que essa criança cresceu e foi educada.

3 – Algumas escolas de evangelização para crianças procuram auxiliar os pais a melhorar o comportamento dos filhos, através de carinho e muita conversa. Esse tipo de auxílio tende a dar certo?

Psicologo: Num contexto familiar saudável, funcional, sim.


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