sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Especialistas revelam qual brinquedo é ideal para cada fase do crescimento do seu bebê

Você já sabe: criança que brinca é mais feliz e aprende melhor. Mas não adianta sufocar seu filho com todos os lançamentos que aparecem nem deixá-lo por horas diante da TV ou com um tablet. Para fazer da diversão uma aliada do bom desenvolvimento, escolha brinquedos e programas compatíveis com as habilidades dele a cada fase




Confesse: não é só o bebê que se maravilha ao entrar numa loja de brinquedos. Você também se deixa seduzir pelas formas graciosas, as cores vibrantes e a promessa de gostosas tardes vendo seu fofo brincar. Dá vontade de levar tudo. Mas é preciso escolher e aí surgem as dúvidas. Um bebê de 6 meses consegue mesmo empilhar blocos ou se divertirá mais com um bichinho de pelúcia? Um menino de 1 ano já entende o que é um carrinho?
A melhor pessoa para responder, acredite, é você! Quem afirma é a psicopedagoga Angela Cristina Munhoz Maluf, de Cuiabá, autora dos livros Brincar: Prazer e Aprendizado e Atividades Recreativas para Divertir e Ensinar (ambos da Vozes). “Participar do dia a dia do filho dá aos pais pistas das habilidades que o bebê já domina e dos interesses dele a cada fase”, diz ela. É verdade que, depois de um dia de trabalho, nem sempre resta disposição para sentar no chão e encaixar pecinhas. Mas procure reservar os fins de semana e pelo menos 30 minutos diários para essa convivência. “Nesses momentos, há uma troca de carinhos, olhares e gestos muito importante para o desenvolvimento social, afetivo e físico da criança”, garante a especialista.
Voo livre
Que fique bem entendido: brincar junto não é brincar por ele nem ensinar como se faz, mesmo porque não existe um jeito certo – afinal, num terreno em que a imaginação comanda, promover o telefone a carrinho não é nenhum problema. A brincadeira deve ser livre e estimular a autonomia. O aprendizado vem justamente do esforço do seu filho para desvendar os recursos do brinquedo e criar soluções para os desafios que ele apresenta – significa, por exemplo, descobrir que o trenzinho apita e achar o ponto onde é preciso apertar para que ele faça isso. “Imagine uma borboleta saindo do casulo. A força que ela fizer é que vai estabelecer sua capacidade de voar mais ou menos alto”, compara Maurício Garcia, coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, em São Paulo. Não significa que sua borboletinha voará melhor se for direto para as diversões mais complexas. “O desenvolvimento acontece em etapas. É como subir uma escada: os ganhos motores, sensoriais, afetivos e intelectuais têm que ser conquistados degrau por degrau. E ninguém corre sem antes ter aprendido a andar”, diz Angela.
Ao dar um brinquedo novo, deixe seu filho explorá-lo livremente. Depois de alguns minutos ou no dia seguinte, mostre como ele funciona, mas de maneira casual – “Olha, essa argola gruda na outra”. Depois, apenas observe as tentativas do pequeno de fazer igual, sem corrigi- lo. Também não se decepcione caso ele resolva que é mais divertido atirar as argolas para você pegar do que encaixá-las umas nas outras. “A criança não deve ser obrigada a seguir regras nas brincadeiras. Ela precisa de liberdade para experimentar”, ensina a socióloga Cecília Aflalo, consultora da Fundação Abrinq, em São Paulo, e coordenadora do site abrinquedoteca.com.br.
A seguir, nossos especialistas desvendam as habilidades mais comuns do bebê a cada fase para você acertar nos brinquedos e nas diversões que deve oferecer a ele. Garanta a brincadeira, pois, como diz o pediatra Silvio Luiz Zuquim, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ela é o melhor estímulo para um desenvolvimento saudável.
Do que eles gostam (e precisam)
Até 6 meses
No primeiro mês de vida, o recém-nascido não controla o movimento das mãos e enxerga apenas de 20 a 30 centímetros de distância. Em compensação, tem uma audição bem desenvolvida – tanto que vira a cabecinha na direção da voz dos pais. A partir do segundo mês, ele já sorri voluntariamente, acompanha objetos e pessoas com o olhar e reconhece papai e mamãe. Mas o grande salto acontece entre o terceiro e o quarto mês. Aí, seu filho já sustenta a cabeça e controla melhor o tronco – no final do quarto mês, fica sentado com apoio por alguns minutos. Ele aprende a rolar na cama e, com a visão mais amadurecida, está muito interessado em descobrir o mundo. Observa tudo e se distrai até quando está mamando. Também explora o próprio corpo olhando para as mãos e tocando voluntariamente orelhas, bochechas e genitais. As mãozinhas tentam alcançar objetos suspensos e conseguem pegar e soltar brinquedos pequenos. Se está irritado, feliz, surpreso ou com medo, sua expressão facial demonstra essas emoções, e ele começa a emitir as primeiras vocalizações, em forma de gritinhos e balbucios. Do quinto mês até o final desse período, vai afinar essas habilidades e aprimorar a coordenação motora a ponto de segurar objetos.
Escolha certa - Móbiles com argolas de cores fortes; bichinhos coloridos e bolas de diferentes texturas; chocalhos e brinquedos musicais; mordedores; livrinhos de tecido ou de plástico.


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