quarta-feira, 12 de março de 2014

As aparências nunca enganam: saiba o que cada efeito na pele diz sobre a sua saúde

Manchas, oleosidade excessiva repentina, pintas... Por trás de cada manifestação, há uma história importante a ser contada. Veja oito sinais que podem aparecer em seu corpo, rosto, cabelo e em suas unhas — e quais recados eles estão enviando a você





1. Acne
Depois da puberdade, há o amadurecimento hormonal, a pele fica menos oleosa e a tendência à acne diminui. Por esse motivo, o surgimento inesperado de espinhas e inflamações avermelhadas depois dessa fase pode significar um desequilíbrio nos hormônios. "Uma das suspeitas é a síndrome dos ovários policísticos, que ocorre quando o órgão produz mais hormônio masculino do que deveria. Isso leva ao aumento da oleosidade e da acne", explica a dermatologista Flávia Addor, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Cistos ovarianos provocam iguais reações. Outra mudança que atinge a pele é a falta ou o excesso do hormônio produzido pela tireoide, glândula que regula o metabolismo. O mau funcionamento dela acarreta uma fabricação excessiva de sebo ¿ e o stress é um dos fatores que afeta o equilíbrio da tireoide. Segundo o dermatologista Alexandre Fabris, de São Paulo, hábitos também interferem. "Se lavamos demais o rosto, usamos muito adstringente ou tônico, removemos a camada de gordura natural e saudável da pele." Como medida de proteção do corpo, acontece o efeito rebote, ou seja, é expelida ainda mais gordura.

2. Oleosidade
Apesar de a oleosidade nem sempre levar à acne, os dois problemas estão normalmente associados e costumam ter origens semelhantes. Se a pele se transforma em oleosa de repente, os hormônios são o primeiro alvo de investigação. Como já dito, a síndrome dos ovários policísticos e cistos podem gerar uma desordem que resulta na produção de mais sebo. Hormônios, aliás, são os responsáveis pelas mudanças na pele durante a gestação. Para o dermatologista Marcelo Bellini, de São Paulo, o consumo de alimentos gordurosos às vezes é um agravante. "A maior disponibilidade de gordura na corrente sanguínea leva ao acúmulo nas glândulas sebáceas." Diferentemente do que a maioria costuma acreditar, a falta de hidratação da pele oleosa é um fator negativo. "Não ingerir líquidos o suficiente, por exemplo, faz o corpo compensar com mais oleosidade", explica o médico. Além disso, o uso de creme anti-idade, filtro solar ou outros produtos incompatíveis com sua pele só piora essa condição

3. Dermatite
Aquelas manchas avermelhadas que descamam são chamadas dermatite, processo inflamatório da pele. Podem ser consequência de alergias comuns, como a bijuterias ou cosméticos. "Muitas vezes, o sistema imunológico se modifica ao longo da vida e você passa a reagir a coisas novas", avisa Fabris. Algumas pessoas têm predisposição a dermatite e são mais sensíveis a estímulos químicos, emocionais ou externos. "Banho muito quente e stress desencadeiam o processo", explica Flávia Addor. A falta de hidratação agrava o problema. Por isso, é indicado beber muita água e usar cremes para proteger a pele. De acordo com a dermatologista Flávia Ravelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), existem marcas semelhantes que entregam a deficiência de vitaminas do complexo B, como a B2 e a B6, presentes em peixes, verduras e frutas. "Testes sanguíneos ajudam a desvendar", diz. Mais comum em idosos, há ainda a dermatite ocre, que ocorre nas pernas, abaixo dos joelhos. As manchas são acastanhadas. "É sinal de circulação sanguínea precária", afirma a médica.

4. Pele seca
Com a idade, os níveis de hormônios diminuem e a pele tende a ficar mais seca e perder o viço. A hidratação é o caminho para melhorar isso. "Uma dieta saudável, com frutas, verduras e legumes, ajuda a reter a água no corpo", afirma Marcelo Bellini. É importante prestar atenção nos outros fatores que pioram essa condição, como o uso de sabonetes agressivos. O ressecamento também pode ser resultado de alterações do metabolismo, comandado pela tireoide, ou do mau funcionamento dos rins, já que a filtragem pobre compromete a nutrição da pele. Vitaminas do complexo B, presentes em peixes, e ácido fólico, encontrado nos grãos integrais, são essenciais para a saúde da pele. Capriche no cardápio. "Esses ingredientes são responsáveis pela renovação celular", diz o médico.

5. Manchas escuras
Para a dermatologia, as manchas são um assunto vasto. Só o médico pode dar informações precisas sobre a importância da cor e do tamanho delas e dizer se oferecem algum perigo. Entre as escuras, a mais comum é o melasma, um distúrbio de pigmentação. É comum na face, em mulheres que têm predisposição genética ou nas grávidas. Esse tipo de mancha ocorre devido a desequilíbrios hormonais e pode piorar com a radiação solar. O uso de protetor solar e anticoncepcional está entre os tratamentos para evitar a formação dos melasmas. Os cremes clareadores prometem amenizar asmanchas, mas, em casos extremos, lasers e peelings podem ser bons recursos. Também há as sardas, manchas genéticas que não podem ser evitadas. No entanto, o aumento delas, em geral, é contido com proteção solar. "Já o aparecimento de manchas vermelhas às vezes é indício de doenças virais, como sarampo e rubéola, ou de infecções bacterianas, como sífilis", alerta Flávia Ravelli. Segundo ela, marcas vermelhas também denunciam problemas no funcionamento do fígado.

6. Manchas claras
As brancas podem ser sinal de alterações na barreira de proteção da pele. "Quando ela não consegue manter a hidratação, fica ressecada e formam-se essas manchas", explica Flávia Addor. Tomar banho muito quente e fazer esfoliações diárias destrói essa camada protetora. O tratamento inclui usar hidratantes diariamente. Os médicos alertam para a diferença entre esse tipo de mancha e a micose: apesar da cor semelhante, a micose descama; a outra, não. Há também o vitiligo, doença cutânea crônica e autoimune que leva à despigmentação, formando marcas claras no rosto e no corpo. "Quanto mais cedo é descoberta, mais eficiente é o tratamento", diz Flávia Ravelli. Já a hanseníase (ou lepra) apresenta manchas brancas ou vermelhas. No começo, o paciente perde a sensibilidade à temperatura, depois ao tato. Existe tratamento com medicamentos.

7. Pintas
Elas dividem-se em dois grupos: as congênitas, que nascem com a pessoa, e as adquiridas com o tempo. O sol é um dos maiores responsáveis pelo aparecimento de pintas. Portanto, usar protetor ajuda, e muito, na prevenção. Mesmo áreas que não costumam ficar expostas ao sol podem ser danificadas. Por isso, recomenda-se observar cuidadosamente novas manifestações. Atenção: pintas podem ser benignas ou malignas. Os médicos seguem o critério que chamam de ABCD para classificá-las. Ou seja, primeiro, olha-se a assimetria: quanto mais redondinha for a pinta, menor o perigo que oferece. Depois, a borda, que deve ser regular por toda a superfície. O terceiro tópico é a cor. "Se for uniforme, há menos risco de causar danos à saúde. Se a pinta tiver várias cores ou for manchada, precisará ser verificada pelo especialista", ressalta Flávia Addor. Por fim, há o diâmetro, que deve ser inferior a 6 milímetros. No entanto, pintas malignas não necessariamente seguem todos esses requisitos. Então, o ideal é sempre buscar a opinião do dermatologista.

8. Queda de cabelo + unhas frágeis
Tanto os fios de cabelo quanto as unhas são sensíveis a mudanças nutricionais. Por exemplo, a anemia, baixo nível de ferro no sangue, piora a qualidade da oxigenação das células, dificultando o crescimento saudável de ambas as estruturas. A deficiência pode ocorrer porque não se está ingerindo quantidade suficiente do mineral, presente no leite, em carnes e ovos, ou porque houve grande perda de sangue na menstruação. Pode, ainda, ser sinal de que o corpo não está realizando corretamente o processo de absorção. O zinco e o cobre também são substâncias importantes, pois, com o ferro, compõem a estrutura do cabelo e das unhas. Até as vitaminas auxiliam no processo. "Dietas rigorosas feitas sem orientação médica e exercícios físicos em excesso geram carências", alerta Flávia Addor.




Um comentário:

  1. Adorei a dica, realmente mito interessante. Meu cabelo esta caindo muito, quando fui investigar minha glicose estava alta, fiiz uma dieta e pronto ela voltou ao normal e meu cabelo parou de cair. bjs

    http://vidrinhospreciosos.blogspot.com.br/2014/03/me-tornei-fa.html#comment-form

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